Sunday, December 12, 2010

Dar um tempo pro joelho ficar feliz

Eu andava pensando se deveria tirar férias da corrida, uns dias, pelo menos, e não conseguia decidir - afinal, é bom correr e a gente acaba viciado na sensação e não tem momento melhor na semana do que aqueles minutos que podem durar horas após o longão de sábado.

Mas aí meu joelho decidiu por mim. Férias, sim. Tentei continuar a fazer treinos curtos, essa semana corri 2 x 6k, mas percebo que pelo km 4 o joelho começa a reclamar. Não corri o que seria a última prova do ano, hoje, a Sargento Gonzaguinha. Resolvi parar com qualquer corrida, estou fazendo só bike na academia e musculação e caminhadas.

Recuar temporariamente para avançar futuramente. Às vezes, a estratégia pede contenção. Na corrida e no amor. Mais observar, ouvir e esperar do que agir, querer e falar. Dezembro, tempo de ficar quieta. Dar um tempo para os joelhos ficarem felizes de novo.

Peguei a ressonância agora a pouco e está cheio de coisas ali. Naturalmente já fui procurar na internet. Mas deixa que o ortopedista diga.

Por enquanto, é férias da corrida em dezembro, provavelmente dezembro inteiro, para conseguir voltar a correr. Em janeiro, na melhor das hipóteses, ou quando der.

Monday, November 29, 2010

Mas então, o meu joelho...

...começou a doer. O outro joelho, o que não doía.
Eu usei a tática que a gente usa quando vê um fantasma: se eu fingir que não vi, ele vai embora eventualmente.

Não adiantou e tive que parar o treino de 18k quando cheguei nos 9.5. Chorando.
Fui atrás da acupunturista imediatamente.

Meu joelho está triste. A dor é o jeito do joelho chorar.

Monday, November 22, 2010

Próxima prova

E tem mais uma prova ainda esse ano, ali, me olhando, no calendário no cantinho direito.
Enquanto eu morria de calor ontem durante a prova, pensava que nem ferrando eu ia correr de novo nesse calorão, que a Samsung 10k estava sendo minha última prova de 2010, bla bla bla.

Mas hoje já acordei pensando na Sargento Gonzaguinha...

Sunday, November 21, 2010

10k no calorão

Ainda sem o tempo oficial, só o tempo do Garmin - que marcou 170 metros a mais no percurso da prova, então sei lá no que acreditar. Enfim. Queria fazer em menos de 55 minutos, não consegui. Fechei 10.17 km em 55:45, pace 5:28 min/km (5:34 pelo tempo oficial, com a distância certa). Foi meu meu melhor pace em provas/treinos até hoje e meu melhor tempo de 10k na vida. Então devo me considerar feliz.

Agora... estava muito calor. Calor demais. O percurso é cheio de subidas. Correr no verão é realmente torturante. Não tem mais nenhum prazer envolvido, só dureza e sofrimento. Chegou uma hora que eu achei que ia quebrar. Vomitar, desmaiar, morrer, sei lá. Minha estratégia era fazer os dois primeiros kms mais devagar, ir aumentando depois disso e manter velocidade constante depois do km 5. Porém, a largada estava lenta, muita gente. Eu, ansiosa, não quis me atrasar com aquela gente toda - e acabei largando rápido demais. O que foi bom é que no km 5 eu tinha mais de um minuto de folga em relação aos tempos escritos no braço. Mas é claro que a folga foi totalmente usada e até ultrapassada na segunda metade da prova, cheia de subidas. Ou seja, não fiz o split negativo que almejava.

O impacto psicológico de olhar os tempos no braço e ver que "está dando, mas apertado", "vai ser dificil manter" ou "putz, tô atrasada" é terrível. Lembro da Meia de BsAs, em que olhava o braço e ia ultrapassando todos os tempos previstos com folga - a sensação era de vitória com conforto. Pois hoje era de dureza e desconforto. Porque o ritmo necessário para terminar a prova era apertado. Não tinha folga. Não tinha espaço para melhorar, porque já era o meu máximo. E manter o máximo por 10k não é mesmo confortável.

Bem, quase morri mas consegui, e bem próximo do objetivo. Viva!!!




E aqui o tempo oficial:


Wednesday, November 17, 2010

Mais duas provas para encerrar o ano

Para quem considerava outubro como o final da temporada, estamos bem. No próximo domingo tem Sansung Classic para testar o novo tempo nos 10k (não admito mais de 55min) e dia 12 de dezembro vai ter Sargento Gonzaguinha, uma prova ZN roots.

Quero só ver se vou conseguir ficar em recesso no verão e voltar às provas só em março, como é meu costume. Já estou de olho numa no aniversário de São Paulo.

Monday, November 15, 2010

Ah, São Paulo

São Paulo é uma cidade dura. Tem muito carro e muito asfalto, pouca área verde e diversão ao ar livre, e zero praia. Não é fácil pegar onda, velejar, fazer uma caminhada até uma cachoeira, correr numa trilha - coisas que eram mais acessíveis na maioria dos lugares em que morei. Pra fazer isso aqui tem que pegar a estrada, trânsito, multidão etc.

Então, dentro das condições de São Paulo (que é uma cidade que eu demorei, mas aprendi a amar), a melhor coisa que fiz pra minha vida foi começar a correr e treinar direito. Só de eu ir para o parque Villa Lobos de manhã cedo, duas vezes por semana, faz a minha semana ser melhor. O Villa é meu quinhão de natureza em São Paulo... Os treininhos na Sumaré, só sair de casa e descer a lomba, também são massa - quando emendo com o parque da Água Branca, melhor ainda. Tem até galinhas lá!

Mas o ponto alto da semana é sem dúvida a USP no sábado. É cheeeeeio de árvores. Pra um morador de São Paulo, aquilo é quase uma floresta. A USP é como se fosse a minha praia. A sensação depois de terminar um treino longo é indescritível. Claro que o turbilhão de endorfina no cérebro ajuda. Eu saio de lá flutuando nas nuvens, ouvindo o Caminhos Alternativos na CBN, com o dia ganho. São 10 horas da manhã, já corri 15/18/20k, vou me instalar numa padaria para comer e ler o jornal, aí vou tomar banho e dormir mais um pouco - aquela dormidinha no meio do dia justa e conquistada, depois de ter feito o que eu tinha que fazer, e com prazer.

:)

Saturday, November 13, 2010

Meus próximo propósito

Depois da Meia de BsAs, que completei em menos de 2hs (o que seria meu próximo propósito para a próxima meia), eu fiquei sem propósito na corrida.

É horrível ficar sem propósito na corrida. Porque eu não tenho muito propósito na vida (triste but true), então eu uso meus propósitos na corrida para viver.

(na falta de grandes propósitos, pequenos objetivos)

Eu preciso de propósitos. Propósitos me mantêm focada. De posse de um propósito, me sinto como aqueles cavalos com viseiras nas laterais dos olhos. E isso é bom.

Por alguns instantes eu achei que meu próximo propósito era correr uma ultra de montanha, daí eu corri o Mountain Do e percebi que eu estava VIAJANDO.

Pois bem, acabo de decidir o próximo propósito: Maratona de Porto Alegre, 22 de maio. Minha primeira maratona. Com aval da treinadora.

Eis um propósito bom e grande o suficiente.
Que vai me manter ocupada e focada por um bom tempo.

Mountain Do Lagoa da Conceição

Já passou um mês e não escrevi sobre essa prova que fiz lá em Floripa. Por quê?
Porque não tive nenhuma epifania, não fiz um tempo bom, não acabei a prova amando tudo e todos.
Foi uma prova super difícil, calor o dia todo, meus dois trechos foram casca grossa, eu terminei a prova morreeeeeeeeeendo. Correr em duna/areia e em trilha cheia de pedra - nada fácil, nada rápido, nada confortável. E não apenas pra mim foi assim, acredito que para a equipe toda. A Renata passou mal antes do último trecho dela, correu mesmo assim, teve que parar pra vomitar - e continuou a correr. Guerreira! Minha tia, 56 anos, correu dois trechos de praia. Achou que ia ser praia com areia dura. Que nada, só areia fofa e debaixo do maior sol. Meu primo pegou as piores pirambeiras morro acima.

E eu prefiro escrever sobre grandes epifanias e felicidades e ondas de endorfina ;)

Mas é claro que foi muito legal, mesmo sendo difícil. Correr com minha família foi incrível, meu tio foi motorista do carro de apoio, minha vó passou o dia com a gente, pra lá e pra cá. A equipe estava motivada, integrada, dedicada. E o almoço rodízio de camarão e cerveja pós prova foi maravilhoso.

E eu me dei conta que prova de montanha/trilha é muito, MUITO diferente de correr no asfalto, e que minhas corridinhas na grama na USP e no Villa não contam como treino para elas. E que eu preciso tomar muito nescau até começar a querer correr provas longas de montanha. E assim mudei meus planos para o ano que vem.

A equipe Nahra + 1 ficou em 82 no geral, e 15 na nossa categoria (quarteto misto).
Fico devendo o tempo, não consigo mais achar a lista de resultados.

E as fotinhos da equipe feliz:



O brinde na noite anterior... família cervejeira



Antes de partir para a largada



Antes de largar




Cheguei e não morri!


Parabéns e obrigada, família!



Tuesday, November 9, 2010

Para todos

A corrida cria uma sociedade bem próxima da que consideramos ideal, na qual as pessoas não serão vistas ou analisadas por seus recordes, patrimônio ou status social e sim pelo que as move e pelo que é comum a todos: o prazer de correr, de fazer amigos.

Na revista Runner's World de agosto, a coluna de Mário Sérgio Andrade Silva. O conteúdo da revista não está online, coloco aqui. Merece ser lida.

Wednesday, October 13, 2010

Correr com a família

Essa é inédita pra mim.
Nesse final de semana vou correr o Mountain Do Lagoa da Conceição em uma equipe formada pela minha tia, meu primo e a namorada dele. A equipe se chama Nahra + 1. Os três Nahra mais a namorada do primo. Já é legal correr uma prova de montanha. E na Lagoa da Conceição, onde eu morei muitos anos, onde minha tia também já morou e onde até hoje mora meu primo e a namorada. E, ainda por cima, correr com a família! Não caibo em mim de alegria ;)

Monday, September 20, 2010

Correndo em Austin com um ultramaratonista

Matéria que eu fiz para a Runner's World, com fotos de Mumu. Saiu na edição de junho. Clicar para aumentar e ler.




Monday, September 13, 2010

Epico


Levei meus sentimentinhos para passear em Buenos Aires. Eles estavam muito oprimidos em Sao Paulo, se sentindo apertados. Tao logo tirei meus sentimentinhos da caixa de transporte, eles comecaram a se expandir. Gostaram tanto, tanto da liberdade, que se multiplicaram. Meus sentimentinhos deram cria em Buenos Aires.
_________

E eu fiz a minha melhor meia maratona e meu melhor tempo em provas de qualquer tipo, ever.

Havia planejado fazer em 02:04:50. Escrevi no braco meu planejamento. Os tempos em que deveria estar nos kms 1, 3, 5, 10, 15 e 20. E o que aconteceu? Desde o comeco da prova, fiz todos os kms mais rapidos do que estava escrito no braco. Quis segurar, achei que depois essa empolgacao ia pesar. Mas o fato eh que eu estava bem. E fui. No meio dos lindos parques de Buenos Aires, com a temperatura ideal, argentinos simpaticos, tudo certo e bom.

Completei 10 km em 57 min. Meu melhor tempo em provas de 10k, o tempo que fiz na minha primeira prova, em 2005. Meu melhor tempo de 10k em uma meia maratona... sera que eu estava exagerando? Ou conseguiria manter esse ritmo ate o fim e completar a prova antes do que havia planejado?
 
O km 15 foi embaixo do pedagio. Meu braço marcava 1:30 para o km 15. O cronometro mostrava 1:24:42. Eu estava com 5 minutos de folga. Ali eu soube que poderia terminar em menos de 2hs.

Olhava o Garmin e meu pace continuava ao redor de 5:30. Eu podia ir mais devagar e ainda assim fechar no tempo planejado. Mas o plano ja era outro. Para terminar em menos de 2hs, precisava ficar nesse ritmo. Mas e se nao desse? E o medo da decepcao? Se eu tentasse terminar em menos de 2 horas e nao conseguisse, ia ficar desolada. Enquanto nao admitimos que queremos alguma coisa, nao tem importancia se nao conseguimos. Entao eu as vezes prefiro nao assumir que quero. Porque querer muito e nao conseguir é uma tristeza.

Como ja disse inumeras vezes, não faço a menor questão de correr rapido (lembrando que rapido, pra mim, é 5:30...). Mas o problema nao é correr rápido, e sim o sofrimento envolvido. Bem, estou sofrendo menos para correr mais rápido. Parece que o "rápido" do meu corpo mudou. Mas eu nao acho que essa mudanca eh pura evolucao. Alem do treino estar funcionando, o que acontecia antes era que eu me economizava muito, com medo justamente de sofrer. Entao, eu sempre fui mais devagar do que eu realmente podia. Mais uma instancia em que a pessoa aqui nao se compromete...

Ia correndo e pensando que meu proximo objetivo seria correr uma meia abaixo de 2 horas. Agora vou ter que inventar outro objetivo.

E dedico esta prova aos meus programadores queridos que estao aguentando a pedreira muito mais do que eu, e ao chefe que me deu o ultimo empurraozinho pra vir quando eu estava pensando em desistir por causa do trabalho. "Vai, senão voce vai ficar brava".

Eu vim, e foi épico. Muito melhor do que poderia ter imaginado.

Meia Maratona de Buenos Aires
12.09.2010
Tempo 01:58:50
Pace 5:38



Saturday, September 11, 2010

Transnochando

Ah, as maravilhas do wifi.
Vai ser um post curto, iPhone post. Escrevo do meu quartinho no hotel em Palermo. Na janela, tomando um mate, olhando o gato da vizinha.

Na correria que ta sendo a vida, esqueci de coisas importantes - como habilitar roaming internacional e passar no caixa eletrônico... Embarquei completamente sem dinheiro, e me arrumei sacando do cartão de credito. Espero que não me custe uma fortuna.

Já esta custando. Esse negocio de ir pra outros pais por dois dias, pra correr, é uma brincadeirinha bem cara. Da qual eu me arrependo um pouco. Mas não muito.

Eu fico mal humorada viajando, acredita? Apesar de amar viajar, eu amo o conforto do meu lar. Minha rotina, minhas gatas.

O motorista do taxi ontém me encheu com um monte de perguntas abobadas. Qual a minha colocação nas provas que corro, se meu marido me deixa viajar sozinha, se sou eu que arco com todas as despesas das viagens para correr. E ainda teve a capacidade de dizer que 21k era "poquito". Ah, me poupe.

Por mais que eu planeje, não consigo pensar em tudo. Que eu tenha esquecido o mais importante é um sintoma de que ando muito confusa para o meu gosto...

Thursday, September 9, 2010

Literatura sobre correr

Eu queria muito ler sobre correr. Sobre "correr", e não sobre "corrida". Eu sinto falta de boa literatura sobre correr na vida, o que se passa na cabeça de quem está correndo, os motivos internos para correr, o que correr provoca nas profundezas do ser. Não estou falando nem de notícias sobre provas e nem de textos técnicos, ou de posts sobre diminuir tempo, rotina de treino, histórias de pessoas que correm, superar desafios, coisas mais didáticas ou práticas. Isso existe bastante, muitas vezes é bom, outras vezes não. Eu falo de literatura mesmo.

Até hoje, só li um livro assim: What I talk about when I talk about running, do Haruki Murakami, que é um escritor japonês que escreveu outros tantos livros bons. É muito bacana, uma declaração de amor intimista.

"Even if... this sort of life looks pointless or futile, or even extremely inefficient, it doesn't bother me. (...) Whether it's good for anything or not, cool or totally uncool, in the final analysis what's most importante is what you can't see but can feel in your heart. To be able to grasp something of value, sometimes you have to perform seemingly inefficient acts. [...] 
I have no idea whether I can actually keep this cycle of inefficient activities going forever. But I've done it so persistently over such a long time, and without getting terribly sick of it, that I think I'll try to keep going as long as I can. Long-distance running (more or less, for better or worse) has molded me into the person I am today, and I'm hoping it will remain a part of my life for as long as possible. I'll be happy if running and I can grow old together. There may not seem to be much logic to it, but it's the life I've chosen for myself." - Haruki Murakami

That's what I am talking about when I talk about reading about running.

Wednesday, September 8, 2010

Vai dar

Um dos períodos mais corridos da minha vida, um site enorme que não pode atrasar, muitas horas na agência, vida pessoal se transformando também - e junto com tudo isso, o melhor condicionamento que já tive na corrida, alto aproveitamento dos treinos, kms mais rápidos e a possibilidade da minha melhor meia maratona.

Que eu quase não pude ir.

Quase, quase. Na verdade, o certo seria eu não ir mesmo. Porque sábado vai ter trabalho. Mas o meu chefe disse que era pra eu ir, senão eu ia ficar puta. Não sei o que é melhor, não ir e ficar puta, ou ir e ficar preocupada e estressada. Mas eu vou! Correr a Meia Maratona de Buenos Aires, minha primeira prova internacional. Vou fazer meu melhor tempo em meias até hoje, e depois vou passar o domingo passeando, bebendo vinho, comendo e sonhando com amores trágicos ao som do tango.

:)

Tuesday, August 10, 2010

Corra Lola, corra

É engraçado esse mundo.
Era um treino leve, 8k solto. Estava um pouco frio, e eu com meu casaquinho preferido para treinos. Eu vinha pensando em como foi uma compra boa, anos atrás, em Uruguaiana. Um moletonzinho bem leve, colado no corpo, sem capuz. Do tipo que protege no começo do treino, não esquenta demais quando o corpo aquece, e não atrapalha se tiver que amarrar na cintura. Hering, comprado num saldão, baratinho. Surrado e desbotado, e mesmo assim meu preferido.

Ia eu pensando no casaco quando viro uma esquina do parque Villa Lobos e vejo um cão vagando por lá. Não pode cachorro andar solto no parque. Era segunda-feira muito cedo, certamente alguém largou o bicho lá e os guardas ainda não tinham visto. O cachorro tava todo judiado, sem pelos atrás, sujo, sarnento. Passei por ele e comecei a refletir. Eu gosto muito de bichos, e não suporto o sofrimento animal. Vivo ajudando financeiramente ONGs e protetoras de animais. Eu sabia que um dia ia chegar a minha vez de me envolver mais. Continuei minha corrida pensando: "mais uma vez vou passar por um bicho sofrido e não vou fazer nada, como sempre?". Decidi que não, que aquele era o dia em que não ia simplesmente deixar passar, esperando que a vida resolva. Voltei no lugar em que tinha visto o cão, parei de correr, tirei meu casaquinho querido, enrolei no bicho e levei, no colo, até a sede do parque.

Daí começou uma saga que me transformou em outra pessoa. Uma pessoa com um propósito: ajudar o bicho. Eu fui possuída pelo objetivo. Eu só via isso na minha frente. Eu passei um dia inteiro sem comer, sem fome, sem frio e sem nojinho de carregar um bicho sarnento no colo e nos bancos de couro do meu carro de madame. E entendi que não tem nada que provoque mais repulsa do que um cão sarnento. Não consegui uma pet shop que aceitasse dar banho e não achei nenhum hotelzinho que a acolhesse.

Ainda bem que tenho amigas com o coração maior do que a barriga.

Medicada, alimentada e banhada (por mim), a Lola foi hospedada provisoriamente na casa da família Daleiro-Ayala. Hoje foi para um abrigo, mas deve voltar pra Ana - que conseguiu negociar com o marido e a proprietária. E depois, se tudo der certo, a Lola vai ser adotada pela minha tia ou por outra pessoa tão boa quanto os meus amigos/família.

Perdi 2km do treino daquele dia e meu casaquinho se perdeu na sede da administração do parque, onde a Lola passou a primeira noite do resgate.

Eu corro pra me tornar uma pessoa melhor. Se não fosse pra isso, não faria sentido algum.




(Ajudar a Lola foi muito bom pra ela, mas não faz muita diferença no enorme problema de abandono de animais. Tá cheio de bichos precisando de ajuda no mundo. Em São Paulo, especialmente, isso é uma grace questão. Se você puder, colabore com ONGs como Adote um gatinho, UIPA, Cão sem dono, Clube dos vira-latas, ou protetoras independentes. Aqui e aqui tem listas de entidades que precisam muito de ajuda.)

E deixo meu agradecimento a Priscila (que indicou) e a Graciana - protetora que me pôs em contato com o abrigo. Muito obrigada também a todos os amigos que me ajudaram com dicas, indicações, e-mails de encorajamento.

Sunday, August 8, 2010

XV Corrida Corpore Centro Histórico - agosto 2010

Como é bonito o centro de São Paulo

A corrida do Centro Histórico, organizada pela Corpore, é a prova que mais gosto de fazer na vida. Ever. Há três anos eu corro essa prova, é sempre igual e eu sempre A-DO-RO.

Adoro essa prova desde o jeito de chegar lá: pego um ônibus na esquina de casa e desço no centro. Em 15 minutos.

A camiseta é sempre igual: preta com letras brancas, detalhes em vermelho e, nas costas, um desenho de algum marco do centro de São Paulo. Esse ano foi o Mercado Municipal.

Sempre tem o tiozinho cantando músicas italianas na largada (eu já achei brega, mas hoje eu gostei). Sempre tem as outras bandas tocando clássicos do rock no meio do percurso. E sempre tem os clássicos do centrão: os evangélicos, as putas, os nóias, o povo simples indo pro trabalho, as bancas de churrasquinho, bolo e café, a galeria do rock, o teatro municipal, o largo de São Bento, o lixo acumulado no meio fio. A gente sobe calçada, desvia de poste, quase atropela alguém, e, principalmente, admira os belos marcos da história de São Paulo, que no centro ainda sobrevivem à especulação imobiliária voraz que assola a cidade.

E sempre tem eu emocionada. Essa é o que eu chamo de "a prova do meu vô". Porque é no dia dos pais e sempre pertinho do aniversário do meu vô Dilermando, que deu o mesmo nome pro meu pai. A primeira vez que corri essa prova foi um ano depois que meu vô morreu. Meu vô era tesoureiro, fazia parte do trabalho dele visitar as agências bancárias, e com ele eu explorei desde pequena o centro de Porto Alegre - que é bem parecido com o de São Paulo.

Dessa vez, eu comecei a chorar ainda antes da largada... mas depois tive que usar a energia sendo gasta na emoção para funções mais urgentes, como respirar e concentrar na corrida. Contrariando meus hábitos usuais, hoje eu corri rápido (pra mim, né). Diz o Garmin que o ritmo foi de 5:44, mas o Garmin também encurtou os quilômetros, me informando que corri 9.46 km - ou seja, 460 metros a mais. Mesmo com ajuste, o ritmo ficou em 6:00, o que está bem bom pra mim.

A Centro Histórico sempre termina com o povo distribuindo os lanches que ganhamos na chegada para os habitantes das ruas do centro. Dessa vez, não encontrei um homeless pra dar meu lanche. Acho que isso é bom.

Friday, July 30, 2010

Provas que eu quero fazer um dia

- Parati 18k

- Meia de Uruguaiana

- Interpraias Camboriu

- Desafrio Urubici

Monday, July 19, 2010

Meia Maratona do Rio 2010

Tempo oficial: 02:09:36
Ritmo médio: 6:10 min/km


Evolução nos tempos de 21k:

27/09/2009, Meia Maratona das Pontes: 21k em 2:22:30
15/05/2009, longão: 21k em 2:13:44
30/05/2010, Corpore 25k: 21k em 2:12<
18/07/2010, Meia Maratona do Rio: 2:09:36


Ah, o Riío...

Achei o Rio de Janeiro mais civilizado. Talvez porque andei muito de metrô, e metrô é um treco civilizado por default. Se bem que me dizem que o metrô do Rio anda problemático. Toda hora quebra um trem. Pessoas ficam trancadas, plataformas cheias etc. Bem, não aconteceu nada disso nesse último final de semana em que estive lá para correr a Meia. Andei de metrô, peguei o busão de integração até o Leblon, tudo ok.

A única coisa que deu errado foi o taxi que me levaria pra largada. Encomendamos o dito cujo às 21 horas de sábado e fui dormir tranquila. Às 6 da manhã de domingo, quem disse que o táxi chegou? Minha tia ligou para a central e a moça disse que não tinha táxi, simples assim. E ninguém ia nem avisar. Ligamos para mais duas centrais e ninguém tinha táxi... estavam todos ocupados levando o povo pras largadas, como pudemos constatar ao sair de casa. A santa da minha tia me dropou na Barra, ainda bem. Eu tinha passado a noite inteira sonhando que, por diversos motivos, eu não chegava na corrida, desistia, me atrasava etc. Quaaaaase aconteceu de verdade. Não confie em radio taxis no Rio!

Mas deu tudo certo, e que corrida foi pra mim! Eu estava sem a menor expectativa. Depois da dor no joelho na Corpore 25k, um mês quase sem treinar, uma prova de 10k que me inscrevi e não fui, a volta aos treinos de recuperação, e o baixo astral de junho, só queria conseguir completar a Meia do Rio sem dor. Minha treinadora, um pouco descrente pela minha falta de motivação do último mês, sequer me mandou o planejamento da prova. Então fui eu que o fiz, escrevendo os numerozinhos no antebraço. Baseada nos meus tempos da 25k e de um treino de 22k que fiz em maio, planejei para terminar em 2:16, um ritmo de mais ou menos 6:30 por km.

Comecei a prova sem me dar conta que o GPS estava desligado. Consegui ligar no km 3, zerei o cronômetro e comecei nova contagem de tempo. Quando isso aconteceu, eu resolvi desencanar de controlar performance. "Ah, azar, vou é aproveitar o percurso", pensei. Esquece tecnologia, ritmo etc. Isso é coisa de paulista estressado. No Rio, todo mundo é mais relax. As pessoas caminham no meio da prova, se vestem com umas coisas não tradicionais de corrida (bermuda de surfista, top de tigrona etc). Resolvi entrar no clima e relaxar.

Quando zerei o cronômetro, já tinha feito 19 minutos de prova. A partir daí, pra conseguir acompanhar meu planejamento escrito no braço, tinha que somar os 19 min ao tempo do cronômetro. E eu sou ruim de matemática. Ia somando e achando que estava errada, porque os tempos por km iam ficando melhores do que o planejado...

Nessa prova não tive nenhum problema de perder concentração, como de vez em quando acontece, por motivos bizarros. Tipo: algum corredor na minha frente está vestido de um jeito que não gosto e isso me atrapalha. Dessa vez não teve nada disso. Nem muito pensamentinho, nem emoção lacrimosa, nem cansaço, nem dor aguda no joelho. Não caminhei nos postos de hidratação, mas tive que parar uma vez pra fazer xixi. No trecho do Leblon até o final de Copacabana eu me empolguei e foram os kms mais rápidos. Não sei o que aconteceu, mas eu tava endiabrada! Os quilômetros passavam rápido. Só comecei a contar quantos faltam, que é um sinal inequívoco de cansaço, no km 18. E só diminuí o ritmo no último km.

Ao terminar a prova, sentei na grama e fiz a soma final: 19 min + 1:49. E simplesmente não acreditei que tinha feito a Meia Maratona do Rio em 02:08! (Mas vamos esperar pelo resultado oficial, que deve ter a conta certa, além dos minutos perdidos no banheiro).

A organização da prova foi excelente, com exceção da retirada do kit. Uma fila enorme, demorou muito tempo. Mas, durante a prova, nenhuma reclamação. Tinha água gelada a cada 3 kms, isotônico e até carbo gel em um dos postos. Ah, e água gelada também antes da largada, o que é muito importante e eu nunca tinha visto (mas já tinha sentido falta) em nenhuma prova. O clima bolas gigantes com luz colorida + música clássica, no segundo túnel, também foi bem bacana.

Esse resultado me motivou. Eu estava pensando em baixar bem o ritmo do treino depois dessa prova, e descansar. Ainda preciso descansar e diminuir o ritmo, mas agora já estou planejando a próxima meia. Fiquei feliz porque, mesmo com desânimo, preguiça, dificuldade, treinando pouco, comendo trash, meu treino está dando certo. Eu estou mais condicionada e até mais rápida, que é uma coisa que eu não faço a menor questão. Eu não me importo de ficar hooooras correndo, é exatamente isso que eu gosto. Mas me importo se ficar cansada fazendo isso. Então, quanto mais condicionada, posso correr mais com menos cansaço. Pra mim, é muito mais fácil ficar 2 horas correndo do que ficar 2 horas sentada numa cadeira vendo TV...

E, por fim, essa prova é dedicada a minha tia "emprestada" Ana Dorneles - amiga da família há muito tempo, tia de verdade das minhas primas-irmãs, amiga de fé, mulher forte, amorosa e guerreira, que enfrentou um câncer e venceu. E, ainda por cima, foi a heroína que não apenas me hospedou e alimentou, mas também saiu de casa às 6 da manhã pra me levar até a largada e suprir a ausência do táxi - e só por causa dela eu consegui correr a Meia do Rio.

Valeu!

Monday, July 12, 2010

Tô empolgada

É minha primeira meia fora de São Paulo, a nuvem negra passou e a vida continuou, estou conseguindo treinar direitinho e o joelho tem se comportado, o percurso beira o lindo marzão do Rio de Janeiro, vou ficar na casa da minha tia fofa, estou empolgada e relativamente bem treinada, um pouco cansada mas depois vou descansar, me sinto emocionalmente preparada, e isso é o mais importante. Domingo, Meia Maratona do Rio de Janeiro. Yeah!

Tuesday, July 6, 2010

Ufa

Que dificuldade. Voltar ao treino depois de ( ) lesão ( ) cansaço ( ) burn out ( ) preguiça ( ) inverno ( ) tristeza - whatever. É difícil.

Mas tamos conseguindo. Semana passada já foi de planilha inteira cumprida. Essa tá sendo assim também. E dia 18 a meia do Rio. E vamos lá.

Tuesday, June 15, 2010

Depressão pós-prova

Parabéns pra mim.
Consegui voltar à musculação.

Parei uma semana antes da prova de 25k, por ordens da treinadora. Por ordens dela também, era pra eu ter voltado na semana passada. Mas não consegui. Não consegui fazer nada, aliás, nessas duas semanas pós-prova. Depois do dia 30/05, só corri uma vez, lá na Guarda, uma corridinha leve de 6k. Eu simplesmente não consegui juntar forças e disposição pra levantar cedo e sair correndo.

Junte o cansaço da prova e o impacto de ter feito os últimos 10 km com dor no joelho ao inferno astral e a uma fase deprezinha e puf, tchau corrida.

É muito extenuante treinar direito. Tem que ter muita empolgação pela vida, muita disposição, muita disciplina. É duro acordar entre cinco e seis horas da manhã, ainda escuro na rua, seis dias por semana. É duro fazer musculação sem graça e sem gostar. É duro fazer treino de tiro, treino longão sábado de manhã, 15, 20k. É mega sem graça fazer os treinos curtos da Sumaré. É preciso, enfim, estar super a fim de viver pra treinar direito. Qualquer faltinha de energia já estraga tudo.

Então, passei duas semanas estragada. Hoje consegui voltar pra musculação. Espero que amanhã consiga voltar a correr.

Parabéns pra mim.

Tuesday, June 1, 2010

Agora à subjetividade

Esse post aí embaixo tá confuso, cheio de idas e voltas, tempos com e sem paradas, bla bla bla. Tudo bem, deixa assim, pra registrar os fatos técnicos. E agora vamos às percepções subjetivas.

Primeiro, o que eu comecei a pensar durante a prova, antes de doer o joelho, é que a corrida me ensina a confiar em mim. Confiar na minha capacidade, no meu corpo. Confiar em que eu consigo. Daí o joelho começou a doer e eu comecei a desconfiar de novo.... rsrsrsr
Mas, como eu disse aqui embaixo, mesmo doendo eu terminei. Devo admitir que terminei me arrastando. Quaaaaaase morrendo. Foi bem sofrido dessa vez. Dei graças quando cruzei a linha de chegada. Dessa vez não tive a sensação de que eu podia correr forever. Não, eu podia correr só 25k, e olhe lá. Mas enfim, eu completei a prova, e com tempo melhor do que o esperado e ainda parando pra ir no banheiro.

O que eu queria dizer mesmo é sobre o rio Pinheiros. Durante a prova e antes e depois, indo pro carro, cruzei o rio umas seis vezes. E eu absolutamente não entendo como pode uma cidade como São Paulo tratar seus rios daquele jeito. A poluição dos rios é, na minha opinião, o PIOR problema de São Paulo. Pior que violência, pior que trânsito. Pior que a gentrificação dos bairros legais, que estão se tornando impossíveis de morar por conta do aluguel e preço dos imóveis. Pior que QUALQUER COISA é o descaso com os rios Pinheiros e Tietê. Como a cidade deixou que chegasse a esse ponto? E, principalmente, como é que se permite que continue assim?

Porque a sujeira não parou de ser gerada. Não é que o estrago dos rios é coisa que ficou no passado da industrialização da cidade. Não, não é. Se fosse, veríamos melhora no aspecto e odor dos rios. A coisa que suja os rios, seja lá o que for, continua acontecendo. E isso gera uma falta de esperança terrível. Eu não tenho esperança de que São Paulo vai melhorar. Porque continua se fazendo as mesmas coisas que estragaram os rios. Ninguém parou de poluir. Se ninguém parou de fazer merda, a cidade vai continuar ruim daqui a anos. Mais que apenas ruim, pior do que agora.

Que tristeza eu sinto pelos rios Tietê e Pinheiros.


Corpore 25k

E assim eu vou rompendo as barreiras dos quilômetros. A Corpore 25k, no dia 30/05/2010, foi minha primeira prova maior que meia-maratona. Para ter certeza que eu conseguiria, na minha planilha de abril e maio tinha um longo de 20k e outro de 22k no meio dos normais não tão longos (12, 14, 15, 18). No dia em que fiz os 22k, bem, senti firmeza em mim mesma. Mesmo assim, quando vai chegando o dia da prova, dá um frio na barriga: será que vou conseguir correr 25 quilômetros?

Afinal, treino não é prova. Em treino, eu paro pra fazer xixi, pra tomar água... Mas na prova eu tive que parar também. Lá pelo final, caminhava um pouquinho enquanto bebia água. Na metadeda prova eu estava ótima, achei até que ia dar para apertar o ritmo. Mas no km 15 meu joelho começou a doer... e permaneceu doendo até o fim. Os últimos kms foram beeeem arrastados. No km 17 eu tive que ir no banheiro. Ainda bem que tinha um posto de gasolina no caminho.

Mas, cara, uma vez que se começou, não há opção. É claro que eu vou conseguir. Qual é a alternativa, parar? Parar por que? Só se eu estivesse com uma dor dos diabos. Nunca pensei em parar. Em prova nenhuma. Meu joelho doía, sim, e por isso eu tinha que ir mais devagar, meio mancando. Mas não era uma dor dos diabos. Ou era? E se um dia for uma dor dos diabos, será que eu vou parar? Não me parece.

Então, mesmo com joelho doendo e parada para banheiro, completei a prova em 2:37:45. Incluindo uns 3 minutos de banheiro, então dá pra dizer que foi em mais ou menos 2:35 - mas tá, tudo bem, não dá pra contar assim. Sem descontar a ida ao banheiro, o ritmo foi de 6:18min/km. Segundo o Garmim, que não contou o pit stop, o ritmo foi de 6:12min/km, e as voltas foram as seguintes:





Saturday, May 15, 2010

Às vezes eu mesma me espanto

Hoje corri a maior distância da minha vida de corredora, seja em prova ou em treino.

Do conforto do melhor lugar do mundo (minha casa, mais especificamente, neste exato momento, minha cama), chego a me espantar com o fato de que, algumas horas atrás, eu estava correndo 22 quilômetros. Quem diria. Houve um tempo na vida que eu achava que 10k era o limite, que não precisava correr mais.

Hoje não teve muito pensamento, não teve muita idéia, não teve muito sofrimento. Eu planejei um percurso que eram duas vezes 11km, iguais. Na metade do treino, parei para comer um gel, tomar água e pegar o óculos de sol no carro. E daí inverti o percurso e fiz a segunda parte no sentido contrário da primeira. Ou seja, ao invés de simplesmente começar de novo, eu voltei. Isso foi legal porque me deu uma nova perspectiva sobre o caminho, parecia que eu estava em outro lugar. O gel também ajudou a injetar energia, e a segunda metade do treino foi melhor do que a primeira, mais concentrada, ainda que um minuto mais lenta.

Tudo bem que as duas paradinhas (a da metade e outra pra fazer xixi) me ajudaram a descansar um pouco, mas fechei 21k 9 minutos mais rápido do que minha primeira meia-maratona, em setembro de 2009.

Meia Maratona das Pontes, 27/09/2009: 21k em 2:22:30
Longão de 15/05/2009: 21k em 2:13:44
Corpore 25k: 21k em 2:12 (+ ou -)

Doeu um pouco as plantas dos pés lá pro final. E no mais é isso! Correndo longo. Vamos ver até aonde vai me dar vontade e prazer de ir. Porque eu não vou onde não tenho vontade ;)

Saturday, May 8, 2010

Twits corredores do longão de sábado

  1. só pra concluir. a expressão 'sangue nos olhos' me dá vontade de sentar debaixo daquela árvore e tomar um chimas. competir? nem comigo mesma
  2. @xplastic e é só treino, espera a prova de 25k! Rsrs beijo
  3. @edmilson1 bah, eu tb quero ganhar um desses vomero 5 lindos! Como faz? Rsrs #nike
  4. Mas e embalagem de gel no chão, a 5 metros de uma lixeira? Custa jogar no lixo? O cara tem que 'fazer tempo', vai atrapalhar o treino
  5. Nada contra os high performers. Treino é que nem pref. sexual, só que ainda + variado: cada um tem o seu e ninguém tem nada a ver com isso
  6. That's the kind of runner I am: o tipo 18k em 1:55:25. Não tenho o menor interesse em correr rápido.
  7. Quando um high performance passa por mim com aquele jeito de treino estressado, me da tanta preguiça que chego a diminuir meu ritmo
  8. Mas ó, crônicas dos sábados correndo na USP:
  9. @blogdoharry eu sou meio reclamona mas dou valor, sim. A corrida me sustenta :)
  10. Essa hora eu já devia estar no km 5
  11. Eu queria ficar quieta, mas correr é uma espécie de ficar quieta também.
  12. Enrolando max pra chegar na USP e fazer 18k. Agora to num posto de gasolina tomando café. Morrendo de sono.