Monday, December 14, 2009

Palmeirenses chafurdando na lama

Não me entendam mal, foi exatamente isso que aconteceu ontem, na I Corrida da Arrancada Heróica. É uma piada muito pronta, né? Chovia horrores, e a parte final da corrida era dentro do jóquei, ali onde os cavalinhos correm. Lama pura. O time terminou mal o campeonato, segundo me contam - e os torcedores não são chamados de "porco"? Então, foi bem adequado.

Apesar de eu ser mezzo Palmeirense mezzo Gremista, a verdade é que não visto a camisa de time nenhum, e estava lá por causa do amigo Zagalo. Palmeirense roxo, ele nem é corredor, mas se empolgou com a corrida que comemorou a histórica partida de 1942, quando o time deixou de se chamar Palestra Itália e adotou o nome atual.

Mas pra mim tinha sido uma semana toda errada. Na segunda-feira, ao voltar do treino, percebi que meu corpo estava tomado por bolas vermelhas. Fui pro hospital, era alergia a alguma coisa. Concluí que era alergia de acordar cedo, porque passei o resto da semana morrendo de sono. Mentira, deve ter sido o remédio anti-alérgico - mas foi o suficiente pra eu cancelar todos os treinos da semana e dormir até tarde todos os dias. Até o longão de sábado eu enforquei. E fui pra uma festinha de noite. Bebi muuuuitas margaritas, fui dormir às 2 da manhã. Semi-acordei às 5:30, ainda meio alcolizada, com cheiro de tequila, e fui correr debaixo da chuva. Meio zumbi, meio morta. Péssimo isso que eu fiz, nada saudável, não recomendo! Ma vá, pelo menos eu fui.

Devo ter feito os 7k em uns 46 min, pelo que mostra a foto (tem um a diferencinha entre o tempo total e o líquido, mas não sei ainda).

***
Isso é que dá a falta de objetivos.
Minhas próximas provas importantes são só em maio e julho de 2010.
Não suporto correr no calor e meus planos para o verão não passam de 'sobreviver'.
Não ando, portanto, muito motivada pra acordar às 5 da manhã...
E daí o resultado é essa falta de comprometimento com minha querida corrida.

Mas há de passar. E, enquanto não passa, respeito os tempos do meu corpo ;)

Wednesday, November 11, 2009

Fila Night Run - novembro 2009

Nome: ALESSANDRA NAHRA LEAL
Número de Peito: 7761
Sexo: F
Equipe:
Tempo Final: 00:59:02.20
Categoria: F4044
Modalidade: 10K
Tempo Controle 0
Tempo Bruto 01:10:49.05
Classificação Total 2409
Classificação por Categoria 52
Classificação por Sexo 331
Pace Médio 00:05:54
Velocidade Média Total 10,1

Sunday, September 27, 2009

Pequenos propósitos: hoje 'tiquei' um

E deu! Após 4 meses de treinos, eu, que nunca tinha corrido mais que 12k, hoje completei 21k, a meia-maratona.

Não vou dizer que foi fácil. Aliás, foi bem sofrido. Tava calor demais, parte do percurso era totalmente no sol e no asfalto, aí pelo quilômetro 17 começou a me doer tudo: joelho, pés, dedos...

Mas 21k não pareceram muito. Eu pensava "ah, só falta mais 10. só falta mais 8. só falta 3..." Minha impressão é que quem faz 10 faz 13, 14; quem faz 14 faz 18 fácil, e se eu faço 18 só vão faltar 3 pros 21. Então, o sofrimento foi físico mesmo, porque mentalmente eu podia continuar correndo, eu acho.

Enfim, fiquei bem feliz quando passei a placa dos 20k. E muito aliviada ao cruzar a chegada. O calor tava me matando.

É isso. Um pequeno próposito completado, uma dedicação de meses acordando mega cedo e com vida social e amorosa estragada por conta do cansaço, dos horários de dormir e acordar, da disciplina necessária.

Foi tudo ótimo. Agora, continuo os treinos e quem sabe vamos para distâncias maiores.

Meia-maratona das Pontes
São Paulo, 27 de setembro de 2009
tempo: 2:22:57

Monday, August 10, 2009

Centro histórico 9k - agosto 2009 - SP

Essa é "a corrida do meu vô", porque sempre é perto do aniversário dele. No ano passado foi uma grande emoção, epifania, tpm, choradeira no fim da prova, post enooorme e inspirado. Esse ano foi igualmente bom, ainda que não tão dramático.

Até porque a homenagem foi dupla neste fim de semana. Sábado tatuei o tributo ao meu vô, que morreu em junho de 2007 e faria 89 anos no dia 13 de agosto. Dilermando Leal, homem bom, simples, que amou sua família muito mais do que o humanamente possível. Rest in peace, vô.







Sunday, August 2, 2009

Mizuno 10 milhas - 16k - São Paulo, 02/08/09


Excelente prova! Amei, adorei! Ahhhhh! Eu = emo ;)
Percurso plano e meu conhecido: saimos da USP até o Villa Lobos e, quando o sol começou a apertar, entramos na USP de novo para correr debaixo das árvores. Muito bom!

E me surpreendi com meu tempo: 1'43", ou seja, 6'25 por quilômetro. Eu acho esquisito: apesar de eu correr devagar, eu não consigo correr mais devagar quando eu quero. Hoje, por exemplo, queria fazer cada km em 7min, pra não cansar. Mas não rola. Sei lá.

Lá pelo quilômetro 9 eu comi uma daquelas coisas doces em gel, carboidrato puro. Como eu tinha tomado café da manhã muito cedo, achei melhor levar aquilo pra não correr o risco de ficar com fome e fraca. E realmente foi bom, na hora certa, e segurou os últimos kms.

E foi muito na boa. Minhas pernas são fortes, a impressão que eu tenho é que, se correr devagar, posso correr "pra sempre". Eu podia ter corrido mais? Acho que sim. Comecei a ficar um pouco cansada depois dos 10k. Mas ainda consegui dar um gás no final. Quando entrei na última milha, dei uma apertada por uns metros. Depois, nos últimos 500 metros, começou a tocar no meu fone Killing Moon, numa versão do The Quakes, que é uma música mais rápida do que eu estava correndo. Aí apertei de novo para acompanhar a música.

Tava um pouco mais calor do que eu gosto, e errei um pouco a roupa, dessa vez pra mais: corri com a calça de inverno, preta até o pé e grossa. Mas não chegou a atrapalhar.

No final, feliz, surpresa, emocionada, eu pensava: todo mundo aqui acabou de fazer a mesma coisa que eu, mas só eu sei o que eu estou sentindo. Pra mim, corrida é quase uma meditação. É eu comigo mesma. Eu corro sozinha no meu mundo, apesar de todo aquele povo ao meu redor. Então, não entro muito no clima de comemoração, gritaria. Meu negócio é dentro. E dentro, só eu sei. Deve ser a mesma coisa que todo mundo sente, mas é impossível de ser compartilhado.

O único ponto chato foi não ter tido o apoio técnico antes e nem suporte durante a prova (alongamento, comida, lugar pra deixar o casaco e a chave). A 4any1 não tinha barraca nessa prova, talvez porque são patrocinados pela Nike e essa prova é da Mizuno. Antes, ninguém entrou em contato comigo pra saber se eu estava preparada, pra me ajudar com estratégia, perguntar se eu tinha dúvidas, me orientar quanto ao tempo, velocidade etc. E essa era a primeira prova maior de 10k que eu ia correr com eles. Não sei se é assim mesmo, se eu é que devia ter corrido atrás.

Mas enfim, foi ótimo! E não acabei a prova morta, como era comum. Ou seja, os treinos e o esforço estão valendo a pena ;)

Nome: ALESSANDRA NAHRA LEAL
Número de Peito: 3253
Sexo: F
Equipe: 4ANY1
Tempo Final: 01:43:04.35
Categoria: F4044
Modalidade: INDIVIDUAL
Trecho1 00:34:02.65
Trecho2 00:50:33.80
Trecho3 01:17:49.00
Tempo Bruto 01:46:30.75
Classif. Total 2763
Classif. por Categoria 102
Classif. por Sexo 530
Pace Médio 00:06:24.36
Pace Médio Milhas 00:10:18.43
Vel. Média Total 9,366

Saturday, July 25, 2009

Os primeiros 14k

Passei da barreira dos 12k! Urru, lalarilará! Hoje corri 14. Um terço deles foi debaixo de chuva. Ouvindo Bob Marley, descendo a ladeira do Matão da USP. Certamente uma corrida para ficar na memória. Meu primeiro 14k...

Quando fui sair de casa nesta manhã miserable, de frio e chuva, o namorado perguntava por que motivo eu ia fazer isso. “Você não está nem sendo paga”, se espantava o guri.

Eu sei muito bem porque faço isso. Porque, se não fizer, vai ficar faltando uma coisa.

Esses dias no almoço com colegas de trabalho elas também ficaram perguntando por quê. Uma delas dizia que achava legal, mas não entendia que motivo levava as pessoas a acordar cedo e sair de casa no frio e na chuva pra correr 1, 2 horas seguidas.

No meu caso, é por causa disso:

Sinto muita falta de não ter um grande propósito na vida, uma “missão”, sei lá. A falta de sentido da vida me angustia. Chegou um momento que comecei a achar que o sentido da vida é apenas viver. Bem. Que as pequenas coisas são as que nos salvam. E que, se eu não tinha um grande propósito, eu deveria ter pequenos propósitos, que quem sabe me levariam até o grande objetivo da minha vida. E assim fui procurar pequenos propósitos. Que são como as cenouras na tip do stick. Eu boto umas cenouras lá pra keep me going, pra arranjar motivo pra levantar de manhã. Uma das perguntas mais angustiantes pra mim é “o que me move?” A falta de resposta me mata. Ter pequenos propósitos, tipo correr uma meia maratona, me dá a resposta para a pergunta “por que acordar de manhã e o que me move?”. Acordo de manhã pra treinar, porque quero correr uma meia maratona. O que me move, agora, nesse momento específico da vida e de levantar da cama, é correr. Hoje vou levantar da cama para correr. Esse é meu motivo pra levantar da cama hoje. Se eu não tivesse esse propósito, talvez a angústia de uma vida sem sentido me fizesse permanecer na cama o dia todo hoje.

E os pequenos propósitos são tão legais, porque se dividem em ainda menores propósitos. Meu micro propósito para este final de semana, por exemplo, era correr 14k. E eu corri: propósito alcançado. Micro propósitos têm satisfação garantida, porque são rápidos e fáceis de alcançar!

Eu me invento uns propósitos para ficar satisfeita comigo mesma. Então, por isso é que saí hoje cedo no frio e na chuva, mesmo sem ser paga. Porque se eu não fosse, ia ficar faltando, pra sempre, uma coisa: o micro propósito 14k. Eu poderia ter adiado? Sim. Mas eu quero que os propósitos andem. Eu preciso sempre de cenouras novas na ponta do stick ;)

Domingo que vem serão 16k.

Tuesday, July 21, 2009

Corrida da Amizade - 6,5k - julho 2009


Distância diferente. Percurso que começava em um lugar e terminava em outro (logística não-simples para ir embora, mas pelo menos era perto e tinha táxi). Muito frio, mas não me dei conta e corri de manga curta e só. Depois da corrida quase congelei até voltar pro carro e pro casaco. Fiquei até resfriada. Corri bem, mas definitivamente meus tempos já não são mais como antes.

19 de julho de 2009

104 ALESSANDRA NAHRA LEAL 00:40:04 6:10 00:42:32 F F4044 15 4any1

Monday, June 29, 2009

Track & Field 10k - junho 09

Segue abaixo o resultado do(a) atleta: ALESSANDRA NAHRA LEAL
EventoTRACK & FIELD RUN - SÃO PAULO 2009 - 2ª ETAPA
Número de peito1532
SexoF
CategoriaF4044
Equipe
Tempo Final01:01:19.75
Tempo Bruto01:03:18.10
Classificação Total1225
Classificação por Categoria53
Classificação por Sexo295
Pace Medio00:06:07.97
Velocidade Média Total9,78

Monday, May 18, 2009

Correndo no Texas

Lembrei de mais uma corrida legal, mas resolvi fazer um outro post porque essa rende mais assunto. Em março desse ano, fui para o SXSW, evento de internet, música e cinema que acontece em Austin, no Texas. Lá fiz algumas corridas ótimas na beira do lago da cidade - friozinho matinal e, durante a semana, um tanto vazio - tive que correr com o alerta ligado.

E fiz também uma corrida com um 'guia de turismo corredor', o Russel Secker. Fomos correr no centro, e ele me mostrou o campus da universidade, o State Capitol (a sede do governo do estado do Texas - entramos até na sala dos senadores) e casas históricas. Esse serviço, chamado City Running Tours, existe em várias cidades americanas e é um jeito bem legal de conhecer a cidade e ao mesmo tempo correr como um local corre. Você escolhe o roteiro, marca o dia e a hora, paga U$ 60 e pronto. Na hora marcada seu guia corredor te espera no lobby do hotel.

Fizemos uma corridinha básica, uns 6k, bem devagar - pra permitir conversar e fazer turismo. Foi apenas um cookie pro Russel, que é ultramaratonista e estava treinando pra uma mega ultramaratona. São 2.800 milhas atravessando a Europa, em 64 dias, com uma média de 45 milhas por dia, SEM NENHUM DIA DE DESCANSO! Ufa. Que inspiração. E eu tentando correr uma mera meia maratona... O dia-a-dia do Russel na ultra pode ser conferido no seu blog, que tem atualização diária.

Volta, vem viver outra vez ao meu lado

Depois de um mês devagar, tratando do ciático com fisioterapia e acupuntura e repouso (e comida e quilos a mais), volto a correr. Agora, fazendo também rolfing pra ver se meu corpo se endireita, e com acompanhamento técnico. Pra correr melhor e ganhar um novo estímulo. Sair pra correr a esmo e sempre igual estava me deixando 'nhé'. Estou treinando com a 4any1, que tem um programa com a Competition, a academia que eu vou. Voltei a correr no parque Vila Lobos e a desde sábado passado incluí a USP no meu roteiro (como todo corredor paulistano, eu acho - nunca vi tanta gente correndo!).

E depois de meses sem provas, agora em junho volto também a elas. Correr é bom, correr é pra mim ;)

Corridas inesquecíveis

São aquelas que se destacam das corridas rotineiras diárias. Aquelas que ficam na lembrança após meses e anos.

Eu lembro de algumas ondas assim - ondas e sessões de surf da década de 80 e 90 -, extra especiais por algum motivo. Pois também tenho umas corridas inesquecíveis:

- Estrada da Praia do Sonho, Pinheira, Santa Catarina. Algum dia de dezembro, perto do reveillon de 07 para 08. Final de tarde, começou a chover. Choveu muito. Quanto mais chovia mais eu achava bom. Fiz mais de 10k, mais de uma hora. Gosto de correr na chuva.

- Corrida do Centro Histórico de 2008, descrita num post abaixo. Tava num total high turbinado pela TPM e superação emocional.

- Uma vez eu corri na lava endurecida do Haleakala, em Maui, no Hawaii. In-crí-vel. Só eu e a lava.

- Também se destacam as corridas na trilha que vai para o Kalalau Valley, no Kauai. Teve uma vez que depois da corrida eu mergulhei de snorkel pra ver os peixes na praia de Kee.

- Outro 'grupo' de corridas inesquecíveis são as da praiona da Guarda. Com apenas areia e mar, gaivotas e a minha sombra como companhia (vide foto).

- Uma corrida na Assunção (Porto Alegre) em um final de tarde de junho de 2007, ao voltar do hospital onde meu avô estava em coma por causa de um derrame. Tive que sair correndo rápido, para afogar a tristeza, porque a raiva era grande, a tristeza e a impotência impossíveis de lidar. Foi nesse dia que eu entendi que meu avô ia morrer sem sequer acordar daquela cama de hospital. Aquela corrida cheia de lágrimas me ajudou a entrar num acordo com a morte do meu querido vô.

Essas são algumas corridas que nunca esqueci.