Tuesday, June 15, 2010

Depressão pós-prova

Parabéns pra mim.
Consegui voltar à musculação.

Parei uma semana antes da prova de 25k, por ordens da treinadora. Por ordens dela também, era pra eu ter voltado na semana passada. Mas não consegui. Não consegui fazer nada, aliás, nessas duas semanas pós-prova. Depois do dia 30/05, só corri uma vez, lá na Guarda, uma corridinha leve de 6k. Eu simplesmente não consegui juntar forças e disposição pra levantar cedo e sair correndo.

Junte o cansaço da prova e o impacto de ter feito os últimos 10 km com dor no joelho ao inferno astral e a uma fase deprezinha e puf, tchau corrida.

É muito extenuante treinar direito. Tem que ter muita empolgação pela vida, muita disposição, muita disciplina. É duro acordar entre cinco e seis horas da manhã, ainda escuro na rua, seis dias por semana. É duro fazer musculação sem graça e sem gostar. É duro fazer treino de tiro, treino longão sábado de manhã, 15, 20k. É mega sem graça fazer os treinos curtos da Sumaré. É preciso, enfim, estar super a fim de viver pra treinar direito. Qualquer faltinha de energia já estraga tudo.

Então, passei duas semanas estragada. Hoje consegui voltar pra musculação. Espero que amanhã consiga voltar a correr.

Parabéns pra mim.

Tuesday, June 1, 2010

Agora à subjetividade

Esse post aí embaixo tá confuso, cheio de idas e voltas, tempos com e sem paradas, bla bla bla. Tudo bem, deixa assim, pra registrar os fatos técnicos. E agora vamos às percepções subjetivas.

Primeiro, o que eu comecei a pensar durante a prova, antes de doer o joelho, é que a corrida me ensina a confiar em mim. Confiar na minha capacidade, no meu corpo. Confiar em que eu consigo. Daí o joelho começou a doer e eu comecei a desconfiar de novo.... rsrsrsr
Mas, como eu disse aqui embaixo, mesmo doendo eu terminei. Devo admitir que terminei me arrastando. Quaaaaaase morrendo. Foi bem sofrido dessa vez. Dei graças quando cruzei a linha de chegada. Dessa vez não tive a sensação de que eu podia correr forever. Não, eu podia correr só 25k, e olhe lá. Mas enfim, eu completei a prova, e com tempo melhor do que o esperado e ainda parando pra ir no banheiro.

O que eu queria dizer mesmo é sobre o rio Pinheiros. Durante a prova e antes e depois, indo pro carro, cruzei o rio umas seis vezes. E eu absolutamente não entendo como pode uma cidade como São Paulo tratar seus rios daquele jeito. A poluição dos rios é, na minha opinião, o PIOR problema de São Paulo. Pior que violência, pior que trânsito. Pior que a gentrificação dos bairros legais, que estão se tornando impossíveis de morar por conta do aluguel e preço dos imóveis. Pior que QUALQUER COISA é o descaso com os rios Pinheiros e Tietê. Como a cidade deixou que chegasse a esse ponto? E, principalmente, como é que se permite que continue assim?

Porque a sujeira não parou de ser gerada. Não é que o estrago dos rios é coisa que ficou no passado da industrialização da cidade. Não, não é. Se fosse, veríamos melhora no aspecto e odor dos rios. A coisa que suja os rios, seja lá o que for, continua acontecendo. E isso gera uma falta de esperança terrível. Eu não tenho esperança de que São Paulo vai melhorar. Porque continua se fazendo as mesmas coisas que estragaram os rios. Ninguém parou de poluir. Se ninguém parou de fazer merda, a cidade vai continuar ruim daqui a anos. Mais que apenas ruim, pior do que agora.

Que tristeza eu sinto pelos rios Tietê e Pinheiros.


Corpore 25k

E assim eu vou rompendo as barreiras dos quilômetros. A Corpore 25k, no dia 30/05/2010, foi minha primeira prova maior que meia-maratona. Para ter certeza que eu conseguiria, na minha planilha de abril e maio tinha um longo de 20k e outro de 22k no meio dos normais não tão longos (12, 14, 15, 18). No dia em que fiz os 22k, bem, senti firmeza em mim mesma. Mesmo assim, quando vai chegando o dia da prova, dá um frio na barriga: será que vou conseguir correr 25 quilômetros?

Afinal, treino não é prova. Em treino, eu paro pra fazer xixi, pra tomar água... Mas na prova eu tive que parar também. Lá pelo final, caminhava um pouquinho enquanto bebia água. Na metadeda prova eu estava ótima, achei até que ia dar para apertar o ritmo. Mas no km 15 meu joelho começou a doer... e permaneceu doendo até o fim. Os últimos kms foram beeeem arrastados. No km 17 eu tive que ir no banheiro. Ainda bem que tinha um posto de gasolina no caminho.

Mas, cara, uma vez que se começou, não há opção. É claro que eu vou conseguir. Qual é a alternativa, parar? Parar por que? Só se eu estivesse com uma dor dos diabos. Nunca pensei em parar. Em prova nenhuma. Meu joelho doía, sim, e por isso eu tinha que ir mais devagar, meio mancando. Mas não era uma dor dos diabos. Ou era? E se um dia for uma dor dos diabos, será que eu vou parar? Não me parece.

Então, mesmo com joelho doendo e parada para banheiro, completei a prova em 2:37:45. Incluindo uns 3 minutos de banheiro, então dá pra dizer que foi em mais ou menos 2:35 - mas tá, tudo bem, não dá pra contar assim. Sem descontar a ida ao banheiro, o ritmo foi de 6:18min/km. Segundo o Garmim, que não contou o pit stop, o ritmo foi de 6:12min/km, e as voltas foram as seguintes: