Monday, September 20, 2010
Correndo em Austin com um ultramaratonista
Matéria que eu fiz para a Runner's World, com fotos de Mumu. Saiu na edição de junho. Clicar para aumentar e ler.
Monday, September 13, 2010
Epico
Levei meus sentimentinhos para passear em Buenos Aires. Eles estavam muito oprimidos em Sao Paulo, se sentindo apertados. Tao logo tirei meus sentimentinhos da caixa de transporte, eles comecaram a se expandir. Gostaram tanto, tanto da liberdade, que se multiplicaram. Meus sentimentinhos deram cria em Buenos Aires.
_________
E eu fiz a minha melhor meia maratona e meu melhor tempo em provas de qualquer tipo, ever.
Havia planejado fazer em 02:04:50. Escrevi no braco meu planejamento. Os tempos em que deveria estar nos kms 1, 3, 5, 10, 15 e 20. E o que aconteceu? Desde o comeco da prova, fiz todos os kms mais rapidos do que estava escrito no braco. Quis segurar, achei que depois essa empolgacao ia pesar. Mas o fato eh que eu estava bem. E fui. No meio dos lindos parques de Buenos Aires, com a temperatura ideal, argentinos simpaticos, tudo certo e bom.
Completei 10 km em 57 min. Meu melhor tempo em provas de 10k, o tempo que fiz na minha primeira prova, em 2005. Meu melhor tempo de 10k em uma meia maratona... sera que eu estava exagerando? Ou conseguiria manter esse ritmo ate o fim e completar a prova antes do que havia planejado?
O km 15 foi embaixo do pedagio. Meu braço marcava 1:30 para o km 15. O cronometro mostrava 1:24:42. Eu estava com 5 minutos de folga. Ali eu soube que poderia terminar em menos de 2hs.
Olhava o Garmin e meu pace continuava ao redor de 5:30. Eu podia ir mais devagar e ainda assim fechar no tempo planejado. Mas o plano ja era outro. Para terminar em menos de 2hs, precisava ficar nesse ritmo. Mas e se nao desse? E o medo da decepcao? Se eu tentasse terminar em menos de 2 horas e nao conseguisse, ia ficar desolada. Enquanto nao admitimos que queremos alguma coisa, nao tem importancia se nao conseguimos. Entao eu as vezes prefiro nao assumir que quero. Porque querer muito e nao conseguir é uma tristeza.
Como ja disse inumeras vezes, não faço a menor questão de correr rapido (lembrando que rapido, pra mim, é 5:30...). Mas o problema nao é correr rápido, e sim o sofrimento envolvido. Bem, estou sofrendo menos para correr mais rápido. Parece que o "rápido" do meu corpo mudou. Mas eu nao acho que essa mudanca eh pura evolucao. Alem do treino estar funcionando, o que acontecia antes era que eu me economizava muito, com medo justamente de sofrer. Entao, eu sempre fui mais devagar do que eu realmente podia. Mais uma instancia em que a pessoa aqui nao se compromete...
Ia correndo e pensando que meu proximo objetivo seria correr uma meia abaixo de 2 horas. Agora vou ter que inventar outro objetivo.
E dedico esta prova aos meus programadores queridos que estao aguentando a pedreira muito mais do que eu, e ao chefe que me deu o ultimo empurraozinho pra vir quando eu estava pensando em desistir por causa do trabalho. "Vai, senão voce vai ficar brava".
Eu vim, e foi épico. Muito melhor do que poderia ter imaginado.
Meia Maratona de Buenos Aires
12.09.2010
Tempo 01:58:50
Pace 5:38
Saturday, September 11, 2010
Transnochando
Ah, as maravilhas do wifi.
Vai ser um post curto, iPhone post. Escrevo do meu quartinho no hotel em Palermo. Na janela, tomando um mate, olhando o gato da vizinha.
Na correria que ta sendo a vida, esqueci de coisas importantes - como habilitar roaming internacional e passar no caixa eletrônico... Embarquei completamente sem dinheiro, e me arrumei sacando do cartão de credito. Espero que não me custe uma fortuna.
Já esta custando. Esse negocio de ir pra outros pais por dois dias, pra correr, é uma brincadeirinha bem cara. Da qual eu me arrependo um pouco. Mas não muito.
Eu fico mal humorada viajando, acredita? Apesar de amar viajar, eu amo o conforto do meu lar. Minha rotina, minhas gatas.
O motorista do taxi ontém me encheu com um monte de perguntas abobadas. Qual a minha colocação nas provas que corro, se meu marido me deixa viajar sozinha, se sou eu que arco com todas as despesas das viagens para correr. E ainda teve a capacidade de dizer que 21k era "poquito". Ah, me poupe.
Por mais que eu planeje, não consigo pensar em tudo. Que eu tenha esquecido o mais importante é um sintoma de que ando muito confusa para o meu gosto...
Vai ser um post curto, iPhone post. Escrevo do meu quartinho no hotel em Palermo. Na janela, tomando um mate, olhando o gato da vizinha.
Na correria que ta sendo a vida, esqueci de coisas importantes - como habilitar roaming internacional e passar no caixa eletrônico... Embarquei completamente sem dinheiro, e me arrumei sacando do cartão de credito. Espero que não me custe uma fortuna.
Já esta custando. Esse negocio de ir pra outros pais por dois dias, pra correr, é uma brincadeirinha bem cara. Da qual eu me arrependo um pouco. Mas não muito.
Eu fico mal humorada viajando, acredita? Apesar de amar viajar, eu amo o conforto do meu lar. Minha rotina, minhas gatas.
O motorista do taxi ontém me encheu com um monte de perguntas abobadas. Qual a minha colocação nas provas que corro, se meu marido me deixa viajar sozinha, se sou eu que arco com todas as despesas das viagens para correr. E ainda teve a capacidade de dizer que 21k era "poquito". Ah, me poupe.
Por mais que eu planeje, não consigo pensar em tudo. Que eu tenha esquecido o mais importante é um sintoma de que ando muito confusa para o meu gosto...
Thursday, September 9, 2010
Literatura sobre correr
Eu queria muito ler sobre correr. Sobre "correr", e não sobre "corrida". Eu sinto falta de boa literatura sobre correr na vida, o que se passa na cabeça de quem está correndo, os motivos internos para correr, o que correr provoca nas profundezas do ser. Não estou falando nem de notícias sobre provas e nem de textos técnicos, ou de posts sobre diminuir tempo, rotina de treino, histórias de pessoas que correm, superar desafios, coisas mais didáticas ou práticas. Isso existe bastante, muitas vezes é bom, outras vezes não. Eu falo de literatura mesmo.
Até hoje, só li um livro assim: What I talk about when I talk about running, do Haruki Murakami, que é um escritor japonês que escreveu outros tantos livros bons. É muito bacana, uma declaração de amor intimista.
"Even if... this sort of life looks pointless or futile, or even extremely inefficient, it doesn't bother me. (...) Whether it's good for anything or not, cool or totally uncool, in the final analysis what's most importante is what you can't see but can feel in your heart. To be able to grasp something of value, sometimes you have to perform seemingly inefficient acts. [...]
I have no idea whether I can actually keep this cycle of inefficient activities going forever. But I've done it so persistently over such a long time, and without getting terribly sick of it, that I think I'll try to keep going as long as I can. Long-distance running (more or less, for better or worse) has molded me into the person I am today, and I'm hoping it will remain a part of my life for as long as possible. I'll be happy if running and I can grow old together. There may not seem to be much logic to it, but it's the life I've chosen for myself." - Haruki Murakami
That's what I am talking about when I talk about reading about running.
Até hoje, só li um livro assim: What I talk about when I talk about running, do Haruki Murakami, que é um escritor japonês que escreveu outros tantos livros bons. É muito bacana, uma declaração de amor intimista.
"Even if... this sort of life looks pointless or futile, or even extremely inefficient, it doesn't bother me. (...) Whether it's good for anything or not, cool or totally uncool, in the final analysis what's most importante is what you can't see but can feel in your heart. To be able to grasp something of value, sometimes you have to perform seemingly inefficient acts. [...]
I have no idea whether I can actually keep this cycle of inefficient activities going forever. But I've done it so persistently over such a long time, and without getting terribly sick of it, that I think I'll try to keep going as long as I can. Long-distance running (more or less, for better or worse) has molded me into the person I am today, and I'm hoping it will remain a part of my life for as long as possible. I'll be happy if running and I can grow old together. There may not seem to be much logic to it, but it's the life I've chosen for myself." - Haruki Murakami
That's what I am talking about when I talk about reading about running.
Wednesday, September 8, 2010
Vai dar
Um dos períodos mais corridos da minha vida, um site enorme que não pode atrasar, muitas horas na agência, vida pessoal se transformando também - e junto com tudo isso, o melhor condicionamento que já tive na corrida, alto aproveitamento dos treinos, kms mais rápidos e a possibilidade da minha melhor meia maratona.
Que eu quase não pude ir.
Quase, quase. Na verdade, o certo seria eu não ir mesmo. Porque sábado vai ter trabalho. Mas o meu chefe disse que era pra eu ir, senão eu ia ficar puta. Não sei o que é melhor, não ir e ficar puta, ou ir e ficar preocupada e estressada. Mas eu vou! Correr a Meia Maratona de Buenos Aires, minha primeira prova internacional. Vou fazer meu melhor tempo em meias até hoje, e depois vou passar o domingo passeando, bebendo vinho, comendo e sonhando com amores trágicos ao som do tango.
:)
Que eu quase não pude ir.
Quase, quase. Na verdade, o certo seria eu não ir mesmo. Porque sábado vai ter trabalho. Mas o meu chefe disse que era pra eu ir, senão eu ia ficar puta. Não sei o que é melhor, não ir e ficar puta, ou ir e ficar preocupada e estressada. Mas eu vou! Correr a Meia Maratona de Buenos Aires, minha primeira prova internacional. Vou fazer meu melhor tempo em meias até hoje, e depois vou passar o domingo passeando, bebendo vinho, comendo e sonhando com amores trágicos ao som do tango.
:)
Subscribe to:
Posts (Atom)



