...começou a doer. O outro joelho, o que não doía.
Eu usei a tática que a gente usa quando vê um fantasma: se eu fingir que não vi, ele vai embora eventualmente.
Não adiantou e tive que parar o treino de 18k quando cheguei nos 9.5. Chorando.
Fui atrás da acupunturista imediatamente.
Meu joelho está triste. A dor é o jeito do joelho chorar.
Monday, November 29, 2010
Monday, November 22, 2010
Próxima prova
E tem mais uma prova ainda esse ano, ali, me olhando, no calendário no cantinho direito.
Enquanto eu morria de calor ontem durante a prova, pensava que nem ferrando eu ia correr de novo nesse calorão, que a Samsung 10k estava sendo minha última prova de 2010, bla bla bla.
Mas hoje já acordei pensando na Sargento Gonzaguinha...
Enquanto eu morria de calor ontem durante a prova, pensava que nem ferrando eu ia correr de novo nesse calorão, que a Samsung 10k estava sendo minha última prova de 2010, bla bla bla.
Mas hoje já acordei pensando na Sargento Gonzaguinha...
Sunday, November 21, 2010
10k no calorão
Ainda sem o tempo oficial, só o tempo do Garmin - que marcou 170 metros a mais no percurso da prova, então sei lá no que acreditar. Enfim. Queria fazer em menos de 55 minutos, não consegui. Fechei 10.17 km em 55:45, pace 5:28 min/km (5:34 pelo tempo oficial, com a distância certa). Foi meu meu melhor pace em provas/treinos até hoje e meu melhor tempo de 10k na vida. Então devo me considerar feliz.
Agora... estava muito calor. Calor demais. O percurso é cheio de subidas. Correr no verão é realmente torturante. Não tem mais nenhum prazer envolvido, só dureza e sofrimento. Chegou uma hora que eu achei que ia quebrar. Vomitar, desmaiar, morrer, sei lá. Minha estratégia era fazer os dois primeiros kms mais devagar, ir aumentando depois disso e manter velocidade constante depois do km 5. Porém, a largada estava lenta, muita gente. Eu, ansiosa, não quis me atrasar com aquela gente toda - e acabei largando rápido demais. O que foi bom é que no km 5 eu tinha mais de um minuto de folga em relação aos tempos escritos no braço. Mas é claro que a folga foi totalmente usada e até ultrapassada na segunda metade da prova, cheia de subidas. Ou seja, não fiz o split negativo que almejava.
O impacto psicológico de olhar os tempos no braço e ver que "está dando, mas apertado", "vai ser dificil manter" ou "putz, tô atrasada" é terrível. Lembro da Meia de BsAs, em que olhava o braço e ia ultrapassando todos os tempos previstos com folga - a sensação era de vitória com conforto. Pois hoje era de dureza e desconforto. Porque o ritmo necessário para terminar a prova era apertado. Não tinha folga. Não tinha espaço para melhorar, porque já era o meu máximo. E manter o máximo por 10k não é mesmo confortável.
Bem, quase morri mas consegui, e bem próximo do objetivo. Viva!!!
Agora... estava muito calor. Calor demais. O percurso é cheio de subidas. Correr no verão é realmente torturante. Não tem mais nenhum prazer envolvido, só dureza e sofrimento. Chegou uma hora que eu achei que ia quebrar. Vomitar, desmaiar, morrer, sei lá. Minha estratégia era fazer os dois primeiros kms mais devagar, ir aumentando depois disso e manter velocidade constante depois do km 5. Porém, a largada estava lenta, muita gente. Eu, ansiosa, não quis me atrasar com aquela gente toda - e acabei largando rápido demais. O que foi bom é que no km 5 eu tinha mais de um minuto de folga em relação aos tempos escritos no braço. Mas é claro que a folga foi totalmente usada e até ultrapassada na segunda metade da prova, cheia de subidas. Ou seja, não fiz o split negativo que almejava.
O impacto psicológico de olhar os tempos no braço e ver que "está dando, mas apertado", "vai ser dificil manter" ou "putz, tô atrasada" é terrível. Lembro da Meia de BsAs, em que olhava o braço e ia ultrapassando todos os tempos previstos com folga - a sensação era de vitória com conforto. Pois hoje era de dureza e desconforto. Porque o ritmo necessário para terminar a prova era apertado. Não tinha folga. Não tinha espaço para melhorar, porque já era o meu máximo. E manter o máximo por 10k não é mesmo confortável.
Bem, quase morri mas consegui, e bem próximo do objetivo. Viva!!!
Wednesday, November 17, 2010
Mais duas provas para encerrar o ano
Para quem considerava outubro como o final da temporada, estamos bem. No próximo domingo tem Sansung Classic para testar o novo tempo nos 10k (não admito mais de 55min) e dia 12 de dezembro vai ter Sargento Gonzaguinha, uma prova ZN roots.
Quero só ver se vou conseguir ficar em recesso no verão e voltar às provas só em março, como é meu costume. Já estou de olho numa no aniversário de São Paulo.
Quero só ver se vou conseguir ficar em recesso no verão e voltar às provas só em março, como é meu costume. Já estou de olho numa no aniversário de São Paulo.
Monday, November 15, 2010
Ah, São Paulo
São Paulo é uma cidade dura. Tem muito carro e muito asfalto, pouca área verde e diversão ao ar livre, e zero praia. Não é fácil pegar onda, velejar, fazer uma caminhada até uma cachoeira, correr numa trilha - coisas que eram mais acessíveis na maioria dos lugares em que morei. Pra fazer isso aqui tem que pegar a estrada, trânsito, multidão etc.
Então, dentro das condições de São Paulo (que é uma cidade que eu demorei, mas aprendi a amar), a melhor coisa que fiz pra minha vida foi começar a correr e treinar direito. Só de eu ir para o parque Villa Lobos de manhã cedo, duas vezes por semana, faz a minha semana ser melhor. O Villa é meu quinhão de natureza em São Paulo... Os treininhos na Sumaré, só sair de casa e descer a lomba, também são massa - quando emendo com o parque da Água Branca, melhor ainda. Tem até galinhas lá!
Mas o ponto alto da semana é sem dúvida a USP no sábado. É cheeeeeio de árvores. Pra um morador de São Paulo, aquilo é quase uma floresta. A USP é como se fosse a minha praia. A sensação depois de terminar um treino longo é indescritível. Claro que o turbilhão de endorfina no cérebro ajuda. Eu saio de lá flutuando nas nuvens, ouvindo o Caminhos Alternativos na CBN, com o dia ganho. São 10 horas da manhã, já corri 15/18/20k, vou me instalar numa padaria para comer e ler o jornal, aí vou tomar banho e dormir mais um pouco - aquela dormidinha no meio do dia justa e conquistada, depois de ter feito o que eu tinha que fazer, e com prazer.
:)
Então, dentro das condições de São Paulo (que é uma cidade que eu demorei, mas aprendi a amar), a melhor coisa que fiz pra minha vida foi começar a correr e treinar direito. Só de eu ir para o parque Villa Lobos de manhã cedo, duas vezes por semana, faz a minha semana ser melhor. O Villa é meu quinhão de natureza em São Paulo... Os treininhos na Sumaré, só sair de casa e descer a lomba, também são massa - quando emendo com o parque da Água Branca, melhor ainda. Tem até galinhas lá!
Mas o ponto alto da semana é sem dúvida a USP no sábado. É cheeeeeio de árvores. Pra um morador de São Paulo, aquilo é quase uma floresta. A USP é como se fosse a minha praia. A sensação depois de terminar um treino longo é indescritível. Claro que o turbilhão de endorfina no cérebro ajuda. Eu saio de lá flutuando nas nuvens, ouvindo o Caminhos Alternativos na CBN, com o dia ganho. São 10 horas da manhã, já corri 15/18/20k, vou me instalar numa padaria para comer e ler o jornal, aí vou tomar banho e dormir mais um pouco - aquela dormidinha no meio do dia justa e conquistada, depois de ter feito o que eu tinha que fazer, e com prazer.
:)
Saturday, November 13, 2010
Meus próximo propósito
Depois da Meia de BsAs, que completei em menos de 2hs (o que seria meu próximo propósito para a próxima meia), eu fiquei sem propósito na corrida.
É horrível ficar sem propósito na corrida. Porque eu não tenho muito propósito na vida (triste but true), então eu uso meus propósitos na corrida para viver.
(na falta de grandes propósitos, pequenos objetivos)
Eu preciso de propósitos. Propósitos me mantêm focada. De posse de um propósito, me sinto como aqueles cavalos com viseiras nas laterais dos olhos. E isso é bom.
Por alguns instantes eu achei que meu próximo propósito era correr uma ultra de montanha, daí eu corri o Mountain Do e percebi que eu estava VIAJANDO.
Pois bem, acabo de decidir o próximo propósito: Maratona de Porto Alegre, 22 de maio. Minha primeira maratona. Com aval da treinadora.
Eis um propósito bom e grande o suficiente.
Que vai me manter ocupada e focada por um bom tempo.
É horrível ficar sem propósito na corrida. Porque eu não tenho muito propósito na vida (triste but true), então eu uso meus propósitos na corrida para viver.
(na falta de grandes propósitos, pequenos objetivos)
Eu preciso de propósitos. Propósitos me mantêm focada. De posse de um propósito, me sinto como aqueles cavalos com viseiras nas laterais dos olhos. E isso é bom.
Por alguns instantes eu achei que meu próximo propósito era correr uma ultra de montanha, daí eu corri o Mountain Do e percebi que eu estava VIAJANDO.
Pois bem, acabo de decidir o próximo propósito: Maratona de Porto Alegre, 22 de maio. Minha primeira maratona. Com aval da treinadora.
Eis um propósito bom e grande o suficiente.
Que vai me manter ocupada e focada por um bom tempo.
Mountain Do Lagoa da Conceição
Já passou um mês e não escrevi sobre essa prova que fiz lá em Floripa. Por quê?
Porque não tive nenhuma epifania, não fiz um tempo bom, não acabei a prova amando tudo e todos.
Foi uma prova super difícil, calor o dia todo, meus dois trechos foram casca grossa, eu terminei a prova morreeeeeeeeeendo. Correr em duna/areia e em trilha cheia de pedra - nada fácil, nada rápido, nada confortável. E não apenas pra mim foi assim, acredito que para a equipe toda. A Renata passou mal antes do último trecho dela, correu mesmo assim, teve que parar pra vomitar - e continuou a correr. Guerreira! Minha tia, 56 anos, correu dois trechos de praia. Achou que ia ser praia com areia dura. Que nada, só areia fofa e debaixo do maior sol. Meu primo pegou as piores pirambeiras morro acima.
E eu prefiro escrever sobre grandes epifanias e felicidades e ondas de endorfina ;)
Mas é claro que foi muito legal, mesmo sendo difícil. Correr com minha família foi incrível, meu tio foi motorista do carro de apoio, minha vó passou o dia com a gente, pra lá e pra cá. A equipe estava motivada, integrada, dedicada. E o almoço rodízio de camarão e cerveja pós prova foi maravilhoso.
E eu me dei conta que prova de montanha/trilha é muito, MUITO diferente de correr no asfalto, e que minhas corridinhas na grama na USP e no Villa não contam como treino para elas. E que eu preciso tomar muito nescau até começar a querer correr provas longas de montanha. E assim mudei meus planos para o ano que vem.
A equipe Nahra + 1 ficou em 82 no geral, e 15 na nossa categoria (quarteto misto).
Fico devendo o tempo, não consigo mais achar a lista de resultados.
E as fotinhos da equipe feliz:
O brinde na noite anterior... família cervejeira
Antes de partir para a largada
Antes de largar
Cheguei e não morri!
Parabéns e obrigada, família!
Porque não tive nenhuma epifania, não fiz um tempo bom, não acabei a prova amando tudo e todos.
Foi uma prova super difícil, calor o dia todo, meus dois trechos foram casca grossa, eu terminei a prova morreeeeeeeeeendo. Correr em duna/areia e em trilha cheia de pedra - nada fácil, nada rápido, nada confortável. E não apenas pra mim foi assim, acredito que para a equipe toda. A Renata passou mal antes do último trecho dela, correu mesmo assim, teve que parar pra vomitar - e continuou a correr. Guerreira! Minha tia, 56 anos, correu dois trechos de praia. Achou que ia ser praia com areia dura. Que nada, só areia fofa e debaixo do maior sol. Meu primo pegou as piores pirambeiras morro acima.
E eu prefiro escrever sobre grandes epifanias e felicidades e ondas de endorfina ;)
Mas é claro que foi muito legal, mesmo sendo difícil. Correr com minha família foi incrível, meu tio foi motorista do carro de apoio, minha vó passou o dia com a gente, pra lá e pra cá. A equipe estava motivada, integrada, dedicada. E o almoço rodízio de camarão e cerveja pós prova foi maravilhoso.
E eu me dei conta que prova de montanha/trilha é muito, MUITO diferente de correr no asfalto, e que minhas corridinhas na grama na USP e no Villa não contam como treino para elas. E que eu preciso tomar muito nescau até começar a querer correr provas longas de montanha. E assim mudei meus planos para o ano que vem.
A equipe Nahra + 1 ficou em 82 no geral, e 15 na nossa categoria (quarteto misto).
Fico devendo o tempo, não consigo mais achar a lista de resultados.
E as fotinhos da equipe feliz:
O brinde na noite anterior... família cervejeira
Antes de partir para a largada
Antes de largar
Cheguei e não morri!
Parabéns e obrigada, família!
Tuesday, November 9, 2010
Para todos
A corrida cria uma sociedade bem próxima da que consideramos ideal, na qual as pessoas não serão vistas ou analisadas por seus recordes, patrimônio ou status social e sim pelo que as move e pelo que é comum a todos: o prazer de correr, de fazer amigos.
Na revista Runner's World de agosto, a coluna de Mário Sérgio Andrade Silva. O conteúdo da revista não está online, coloco aqui. Merece ser lida.
Na revista Runner's World de agosto, a coluna de Mário Sérgio Andrade Silva. O conteúdo da revista não está online, coloco aqui. Merece ser lida.
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