Sunday, August 8, 2010

Como é bonito o centro de São Paulo

A corrida do Centro Histórico, organizada pela Corpore, é a prova que mais gosto de fazer na vida. Ever. Há três anos eu corro essa prova, é sempre igual e eu sempre A-DO-RO.

Adoro essa prova desde o jeito de chegar lá: pego um ônibus na esquina de casa e desço no centro. Em 15 minutos.

A camiseta é sempre igual: preta com letras brancas, detalhes em vermelho e, nas costas, um desenho de algum marco do centro de São Paulo. Esse ano foi o Mercado Municipal.

Sempre tem o tiozinho cantando músicas italianas na largada (eu já achei brega, mas hoje eu gostei). Sempre tem as outras bandas tocando clássicos do rock no meio do percurso. E sempre tem os clássicos do centrão: os evangélicos, as putas, os nóias, o povo simples indo pro trabalho, as bancas de churrasquinho, bolo e café, a galeria do rock, o teatro municipal, o largo de São Bento, o lixo acumulado no meio fio. A gente sobe calçada, desvia de poste, quase atropela alguém, e, principalmente, admira os belos marcos da história de São Paulo, que no centro ainda sobrevivem à especulação imobiliária voraz que assola a cidade.

E sempre tem eu emocionada. Essa é o que eu chamo de "a prova do meu vô". Porque é no dia dos pais e sempre pertinho do aniversário do meu vô Dilermando, que deu o mesmo nome pro meu pai. A primeira vez que corri essa prova foi um ano depois que meu vô morreu. Meu vô era tesoureiro, fazia parte do trabalho dele visitar as agências bancárias, e com ele eu explorei desde pequena o centro de Porto Alegre - que é bem parecido com o de São Paulo.

Dessa vez, eu comecei a chorar ainda antes da largada... mas depois tive que usar a energia sendo gasta na emoção para funções mais urgentes, como respirar e concentrar na corrida. Contrariando meus hábitos usuais, hoje eu corri rápido (pra mim, né). Diz o Garmin que o ritmo foi de 5:44, mas o Garmin também encurtou os quilômetros, me informando que corri 9.46 km - ou seja, 460 metros a mais. Mesmo com ajuste, o ritmo ficou em 6:00, o que está bem bom pra mim.

A Centro Histórico sempre termina com o povo distribuindo os lanches que ganhamos na chegada para os habitantes das ruas do centro. Dessa vez, não encontrei um homeless pra dar meu lanche. Acho que isso é bom.

1 comment:

Nadais said...

alessandra,

também tive essas mesmas imporessoes de sampa.

boa prova, não é mesmo?

valeu!

nadais