A corrida do Centro Histórico, organizada pela Corpore, é a prova que mais gosto de fazer na vida. Ever. Há três anos eu corro essa prova, é sempre igual e eu sempre A-DO-RO.
Adoro essa prova desde o jeito de chegar lá: pego um ônibus na esquina de casa e desço no centro. Em 15 minutos.
A camiseta é sempre igual: preta com letras brancas, detalhes em vermelho e, nas costas, um desenho de algum marco do centro de São Paulo. Esse ano foi o Mercado Municipal.
Sempre tem o tiozinho cantando músicas italianas na largada (eu já achei brega, mas hoje eu gostei). Sempre tem as outras bandas tocando clássicos do rock no meio do percurso. E sempre tem os clássicos do centrão: os evangélicos, as putas, os nóias, o povo simples indo pro trabalho, as bancas de churrasquinho, bolo e café, a galeria do rock, o teatro municipal, o largo de São Bento, o lixo acumulado no meio fio. A gente sobe calçada, desvia de poste, quase atropela alguém, e, principalmente, admira os belos marcos da história de São Paulo, que no centro ainda sobrevivem à especulação imobiliária voraz que assola a cidade.
E sempre tem eu emocionada. Essa é o que eu chamo de "a prova do meu vô". Porque é no dia dos pais e sempre pertinho do aniversário do meu vô Dilermando, que deu o mesmo nome pro meu pai. A primeira vez que corri essa prova foi um ano depois que meu vô morreu. Meu vô era tesoureiro, fazia parte do trabalho dele visitar as agências bancárias, e com ele eu explorei desde pequena o centro de Porto Alegre - que é bem parecido com o de São Paulo.
Dessa vez, eu comecei a chorar ainda antes da largada... mas depois tive que usar a energia sendo gasta na emoção para funções mais urgentes, como respirar e concentrar na corrida. Contrariando meus hábitos usuais, hoje eu corri rápido (pra mim, né). Diz o Garmin que o ritmo foi de 5:44, mas o Garmin também encurtou os quilômetros, me informando que corri 9.46 km - ou seja, 460 metros a mais. Mesmo com ajuste, o ritmo ficou em 6:00, o que está bem bom pra mim.
A Centro Histórico sempre termina com o povo distribuindo os lanches que ganhamos na chegada para os habitantes das ruas do centro. Dessa vez, não encontrei um homeless pra dar meu lanche. Acho que isso é bom.
1 comment:
alessandra,
também tive essas mesmas imporessoes de sampa.
boa prova, não é mesmo?
valeu!
nadais
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