Já passou um mês e não escrevi sobre essa prova que fiz lá em Floripa. Por quê?
Porque não tive nenhuma epifania, não fiz um tempo bom, não acabei a prova amando tudo e todos.
Foi uma prova super difícil, calor o dia todo, meus dois trechos foram casca grossa, eu terminei a prova morreeeeeeeeeendo. Correr em duna/areia e em trilha cheia de pedra - nada fácil, nada rápido, nada confortável. E não apenas pra mim foi assim, acredito que para a equipe toda. A Renata passou mal antes do último trecho dela, correu mesmo assim, teve que parar pra vomitar - e continuou a correr. Guerreira! Minha tia, 56 anos, correu dois trechos de praia. Achou que ia ser praia com areia dura. Que nada, só areia fofa e debaixo do maior sol. Meu primo pegou as piores pirambeiras morro acima.
E eu prefiro escrever sobre grandes epifanias e felicidades e ondas de endorfina ;)
Mas é claro que foi muito legal, mesmo sendo difícil. Correr com minha família foi incrível, meu tio foi motorista do carro de apoio, minha vó passou o dia com a gente, pra lá e pra cá. A equipe estava motivada, integrada, dedicada. E o almoço rodízio de camarão e cerveja pós prova foi maravilhoso.
E eu me dei conta que prova de montanha/trilha é muito, MUITO diferente de correr no asfalto, e que minhas corridinhas na grama na USP e no Villa não contam como treino para elas. E que eu preciso tomar muito nescau até começar a querer correr provas longas de montanha. E assim mudei meus planos para o ano que vem.
A equipe Nahra + 1 ficou em 82 no geral, e 15 na nossa categoria (quarteto misto).
Fico devendo o tempo, não consigo mais achar a lista de resultados.
E as fotinhos da equipe feliz:
O brinde na noite anterior... família cervejeira
Antes de partir para a largada
Antes de largar
Cheguei e não morri!
Parabéns e obrigada, família!




2 comments:
Oi!
O que gostei ao fazer uma trilha, foi que o foco, ao contrário da corrida previsível, de asfalto, fica FORA de você.
Na rua, você foca 100m adiante, e o pensamento se volta para dentro, concentração na respiração, no jeito de correr, na pernada, etc.
Agora, natrilha, nos primeiros 300m daquele último trecho eu já estava morrendo! Tinha esquecido de respirar hahaha
Cada pisada tem que ser perfeita, se não, é torção ou tombo, eu levei 3, tentando correr rápido. Até que valeu a pena, sabe? :D
Hahaha, eu tava simplesmente MORRENDO demais pra tentar correr mais rápido. Pra mim foi estratégia de sobrevivência e uma certa decepção por estar tão destruída. Mas valeu, sim, só que me fez repensar objetivos...
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